O que é

O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo tipo de câncer de pele mais comum no Tocantins e no mundo e pode apresentar comportamento mais agressivo do que o carcinoma basocelular. O carcinoma espinocelular invasivo com frequência se desenvolver a partir de ceratoses actínicas pré-existentes.

Placa infiltrada e ulcerada sobre pele cronicamente fotolesada, compatível com carcinoma espinocelular.
Carcinoma espinocelular · pele fotolesada Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado

Pode crescer de forma progressiva e, em alguns casos, apresentar risco de invasão profunda e metástase com disseminação para linfonodos ou outros órgãos, especialmente quando não tratado precocemente.

Está associado principalmente à exposição solar crônica, sendo mais frequente em áreas expostas como:

  • face

  • orelhas

  • lábios

  • couro cabeludo

  • pescoço, colo

  • antebraços, dorso das mãos

Também pode surgir em áreas de cicatriz, feridas crônicas ou inflamação persistente.

Como identificar

O carcinoma espinocelular costuma se apresentar como lesão:

  • elevada endurecida (caroço/nódulo ou placa)

  • área avermelhada e espessada

  • áspera com material branco/amarelado aderido ou escamas

  • ferida (úlcera) que não cicatriza

  • crosta persistente

Pode apresentar crescimento mais rápido do que o carcinoma basocelular.

Lesões maiores, com relevo mais acentuado ou crescimento progressivo são mais preocupantes.

Ocorre geralmente nas áreas de exposição solar intensa no contexto do ceratoses actínicas e campo de cancerização.

Nódulo eritemato-violáceo de superfície ceratósica e ulceração central no dorso da mão de paciente idoso, sobre pele com lentigos solares e fotodano crônico, compatível com carcinoma espinocelular invasivo.
Carcinoma espinocelular no dorso da mão Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado
Carcinoma espinocelular em membro: nódulo arredondado com tampão ceratósico amarelado central, sobre pele com múltiplos lentigos solares e dano actínico crônico.
Carcinoma espinocelular em área fotoexposta com dano solar crônico Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado

Ceratose actínica e campo de cancerização

Ceratoses actínicas são pequenos relevos ásperos vermelho ou pigmentados que representam a fase inicial do carcinoma espinocelular invasivo.

Detalhe dermatoscópico de carcinoma espinocelular mostrando crostas, áreas hemorrágicas e arquitetura desorganizada sobre pele fotolesada.
Carcinoma espinocelular · detalhe dermatoscópico Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado

Campo de cancerização é uma área da pele que sofreu anos de dano pelo sol e, por isso, ficou fragilizada por dentro, mesmo que nem tudo seja visível a olho nu. Isso significa que, naquela região, existem várias células alteradas com mutações que podem dar origem a câncer de pele ao longo do tempo, especialmente carcinoma espinocelular.

O campo de cancerização mostra que a pele já sofreu danos acumulados e precisa de um cuidado mais amplo, não apenas pontual.

Clínica Nódulo eritematoso de superfície ceratósica com áreas erosadas em pele fotolesada, sugestivo de carcinoma espinocelular invasivo.
Dermatoscopia Imagem dermatoscópica do carcinoma espinocelular evidenciando vasos em alça (glomerulares e em forquilha), áreas brancas e estruturas hiperceratósicas.
Carcinoma espinocelular · clínica e dermatoscopia Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado
Carcinoma espinocelular com componente nodular e ulcerado em região fotoexposta, indicando lesão de maior espessura.
Carcinoma espinocelular invasivo Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado

Fatores de risco

Exposição solar acumulada ao longo da vida, ceratoses actínicas não tratadas, imunossupressão, cicatrizes antigas, infecção crônica por HPV.

Diagnóstico

O diagnóstico do carcinoma espinocelular é baseado em:

  • exame dermatológico detalhado
  • dermatoscopia
  • acompanhamento regular

A dermatoscopia permite identificar padrões característicos do carcinoma espinocelular (círculos brancos, vasos em grampo com halo branco) aumentando a precisão diagnóstica.

Quando existe suspeita de carcinoma espinocelular, podemos realizar a biópsia incisional com remoção de pequena amostra da lesão seguida de análise histopatológica para:

  • confirmação do diagnóstico

  • avaliação do grau de diferenciação tumoral

  • planejamento do tratamento

Por outro lado, caso o diagnóstico do carcinoma espinocelular esteja bem definido na consulta, com frequência já podemos partir de imediato para biópsia excisional com remoção completa da lesão.

Tratamento

O tratamento principal do carcinoma espinocelular é com cirurgia dermatológica.

A lesão é removida com margens de segurança adequadas, incluindo tecido ao redor e em profundidade, com o objetivo de garantir o controle completo da doença.

Após a cirurgia, o material é analisado por exame anatomopatológico, que confirma o diagnóstico e avalia as margens cirúrgicas.

Em casos selecionados de maior risco, pode ser necessária investigação complementar e acompanhamento conjunto com oncologia, especialmente quando há sinais de invasão profunda, comprometimento de linfonodos ou características agressivas do tumor.

O acompanhamento regular é fundamental, pois há risco de recidiva e desenvolvimento de novo câncer de pele.

Como o Dr. Caio Formiga dermatologista trata carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular exige uma abordagem cuidadosa, baseada na avaliação precisa de cada lesão, definição adequada do diagnóstico e planejamento estruturado do tratamento.

A pele é avaliada de forma sistemática, permitindo identificar não apenas a lesão principal, mas também outras alterações relevantes que possam influenciar a conduta. A partir dessa análise, é definido um plano claro, com prioridade para lesões com maior risco de câncer de pele invasivo.

Sempre que possível, o diagnóstico e o tratamento são realizados de forma integrada, reduzindo o tempo entre a identificação e a remoção da lesão. Quando o câncer é muito extenso ou profundo, o paciente pode necessitar de avaliação e suporte cirúrgico de outras especialidades médicas.

A cirurgia para carcinoma espinocelular realizada pelo Dr. Caio Formiga oferece uma alta probabilidade de resolução completa quando o diagnóstico é precoce. Essa elevada taxa de sucesso é possível devido a mais de dez anos de experiência com centenas de cirurgias já realizadas para remoção de câncer de pele associada ao uso de tecnologia de ponta como a magnificação óptica (lupa 5,5x), o que permite maior controle técnico e melhor definição das margens de segurança.

Nos pacientes com múltiplas ceratoses actínicas e campo de cancerização, a abordagem é ampliada para além da lesão isolada. O tratamento é feito em duas etapas complementares: cirurgias superficiais para remover ceratoses actínicas e, em seguida, sessões de laser de CO2 focal e difuso para tratar tanto as ceratoses actínicas residuais quanto o campo de cancerização como um todo, reduzindo o risco global de câncer de pele.

Oferecemos suporte pós-operatório para manejo de eventuais intercorrências e acompanhamento da cicatrização, com tratamento direcionado para otimizar o resultado estético quando necessário.

O objetivo é oferecer um tratamento preciso, organizado e resolutivo, focado na solução completa do carcinoma espinocelular com o menor impacto estético possível e máxima segurança associadas a prevenção de novas lesões de câncer de pele.

Agende sua avaliação

Se você tem uma lesão suspeita de câncer de pele ou deseja avaliar sua pele:

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