O sintoma como ponto de entrada
A maioria dos pacientes percebe algo antes de saber o que tem. Uma pinta que mudou. Uma ferida que não fecha. Um caroço que cresceu. Uma mancha que apareceu sem explicação. O diagnóstico é função do médico, mas reconhecer o sintoma e decidir quando agir é responsabilidade de quem o percebe. Esta seção existe para ajudar nessa decisão.
Nem todo sintoma de pele é grave. Muitos são benignos, autolimitados e sem consequência. Mas alguns são a primeira manifestação de um câncer de pele em estágio inicial, quando o tratamento ainda é simples, a cirurgia é pequena e o prognóstico é excelente. O problema é que, na aparência, a diferença nem sempre é óbvia. É exatamente por isso que existem a dermatoscopia e o exame especializado.
Na consulta, o sintoma que motivou o agendamento é o ponto de partida, mas raramente o único achado relevante. O exame de corpo inteiro frequentemente revela lesões que o paciente nem havia percebido, com mais importância clínica que a queixa principal. Dúvida é razão suficiente para agendar.