O que é
O melanoma é um câncer de pele agressivo e grave. Tem origem nos melanócitos, células que produzem o pigmento melanina. Apresenta alto risco de crescimento rápido e disseminação para outros órgãos quando não diagnosticado precocemente.
Apesar de ser menos frequente que o carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular, o melanoma tem o maior potencial de metástase e mortalidade entre os principais cânceres de pele.
Pode ocorrer em qualquer área do corpo, inclusive mucosas e regiões sem exposição solar.
Como identificar
O melanoma geralmente se apresenta como uma pinta diferente das demais.
Os principais sinais de alerta incluem especialmente lesões pigmentadas com:
assimetria: uma metade diferente da outra.
bordas irregulares
variação de cores (marrom, preto, azul, vermelho ou branco)
tamanho maior que 5 mm
mudança recente de aspecto
Outros sinais importantes:
lesão escura nova em adulto
pinta que cresce ou muda ao longo do tempo
lesão que sangra ou forma crosta
aspecto diferente das outras pintas ("patinho feio")
O melanoma pode surgir sobre uma pinta pré-existente ou aparecer como uma nova lesão.
Diagnóstico
O diagnóstico do melanoma é baseado em:
exame dermatológico detalhado
dermatoscopia
acompanhamento regular
O desafio para o dermatologista geralmente é diferenciar o melanoma das pintas benignas (nevos melanocíticos). A dermatoscopia permite identificar padrões característicos do melanoma (rede pigmentar espessa e irregular) aumentando a precisão diagnóstica e evitam procedimentos desnecessários.
Quando há suspeita de melanoma, é urgente a indicação de biópsia excisional com remoção completa da lesão para análise histopatológica para confirmar o diagnóstico e avaliar:
espessura do tumor (índice de Breslow)
presença de ulceração
taxa mitótica
Esses fatores determinam o estadiamento e o planejamento do tratamento.
A biópsia incisional com remoção de pequena amostra da lesão deve ser evitada sempre que possível na lesão suspeita de melanoma pois pode não representar adequadamente toda a lesão, dificultar a avaliação precisa da espessura tumoral e interferir no diagnóstico e estadiamento. Pode ser considerada apenas em situações específicas, como lesões muito extensas ou em áreas anatômicas onde a remoção completa inicial não é viável.
Tratamento
O tratamento inicial do melanoma é cirúrgico.
Após a confirmação do diagnóstico de melanoma, o tratamento não termina na biópsia inicial, mesmo que a lesão tenha sido removida com margens livres. Na maioria dos casos, é necessário realizar uma ampliação das margens cirúrgicas, com retirada de uma área adicional de pele ao redor da cicatriz, de acordo com a espessura do tumor. Esse procedimento tem como objetivo reduzir o risco de recidiva local.
Além disso, dependendo das características do melanoma, pode ser indicada investigação complementar, que pode incluir avaliação de linfonodo sentinela e exames de imagem.
Por esse motivo, após o diagnóstico, o paciente é encaminhado para oncologia clínica e ciúrgica, permitindo uma abordagem multidisciplinar adequada.
Essa etapa é fundamental para definir o tratamento completo e garantir o melhor prognóstico possível.
O prognóstico do melanoma diagnosticado precocemente, enquanto confinado à pele, é muito bom com elevados índices de cura.
Pacientes com melanoma devem manter acompanhamento regular. O seguimento permite identificar novos melanomas precocemente, monitorar outras lesões pigmentadas e acompanhar a evolução clínica.
Como o Dr. Caio Formiga dermatologista trata melanoma
O melanoma exige diagnóstico precoce e tomada de decisão rápida.
O diferencial está na capacidade de identificar lesões suspeitas com precisão e agir de forma imediata.
A avaliação é feita com exame dermatológico completo do corpo inteiro e dermatoscopia de todas as lesões melanocíticas, permitindo reconhecer padrões sugestivos de melanoma mesmo em estágios iniciais.
Diante de suspeita, a conduta é objetiva: realizar a remoção completa da lesão o mais precocemente possível, frequentemente no mesmo dia.
Essa abordagem reduz o tempo entre o diagnóstico e o tratamento, fator crítico no melanoma.
Após a confirmação diagnóstica, o paciente é encaminhado para seguimento adequado, com integração entre dermatologia e oncologia.
O foco está na identificação precoce, intervenção rápida e condução adequada do caso, fatores determinantes para o prognóstico.
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