O que é

O melanoma é um câncer de pele agressivo e grave. Tem origem nos melanócitos, células que produzem o pigmento melanina. Apresenta alto risco de crescimento rápido e disseminação para outros órgãos quando não diagnosticado precocemente.

Apesar de ser menos frequente que o carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular, o melanoma tem o maior potencial de metástase e mortalidade entre os principais cânceres de pele.

Pode ocorrer em qualquer área do corpo, inclusive mucosas e regiões sem exposição solar.

Como identificar

O melanoma geralmente se apresenta como uma pinta diferente das demais.

Os principais sinais de alerta incluem especialmente lesões pigmentadas com:

  • assimetria: uma metade diferente da outra.

  • bordas irregulares

  • variação de cores (marrom, preto, azul, vermelho ou branco)

  • tamanho maior que 5 mm

  • mudança recente de aspecto

Outros sinais importantes:

  • lesão escura nova em adulto

  • pinta que cresce ou muda ao longo do tempo

  • lesão que sangra ou forma crosta

  • aspecto diferente das outras pintas ("patinho feio")

O melanoma pode surgir sobre uma pinta pré-existente ou aparecer como uma nova lesão.

Clínica Mácula pigmentada assimétrica com bordas irregulares e múltiplas tonalidades de marrom e preto, sugestiva de melanoma.
Dermatoscopia Dermatoscopia do melanoma com rede pigmentar atípica, áreas estruturais homogêneas e véu azul-acinzentado.
Melanoma · clínica e dermatoscopia Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado
Clínica Lesão pigmentada assimétrica com bordas mal definidas e variação de cor, achados clínicos suspeitos de melanoma.
Dermatoscopia Dermatoscopia evidenciando padrão multicomponente, retículos atípicos e estruturas regredidas, padrão de melanoma.
Melanoma · clínica e dermatoscopia Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado
Clínica Lesão pigmentada com assimetria de cor e bordas irregulares, achados clínicos suspeitos de melanoma.
Dermatoscopia Dermatoscopia com retículo pigmentar atípico e múltiplas estruturas heterogêneas, padrão de melanoma.
Melanoma · clínica e dermatoscopia Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado
Clínica Lesão pigmentada com critérios de assimetria, bordas irregulares e múltiplas cores — alta suspeita de melanoma.
Dermatoscopia Dermatoscopia com véu azul-esbranquiçado, pseudópodes e linhas radiais — padrão característico de melanoma.
Melanoma · clínica e dermatoscopia Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado
Clínica Lesão melanocítica de grandes dimensões com áreas pigmentadas heterogêneas e bordas atípicas, suspeita de melanoma.
Dermatoscopia Imagem dermatoscópica com áreas estruturais irregulares, retículo atípico e despigmentação, padrão de melanoma.
Melanoma · clínica e dermatoscopia Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado
Clínica Mácula pigmentada nova ou em mudança, com critérios ABCDE positivos — lesão suspeita de melanoma.
Dermatoscopia Dermatoscopia com múltiplas cores, estruturas atípicas e ausência de simetria — padrão melanocítico de alto risco.
Melanoma · clínica e dermatoscopia Imagem do acervo do Dr. Caio Formiga · uso autorizado

Diagnóstico

O diagnóstico do melanoma é baseado em:

  • exame dermatológico detalhado

  • dermatoscopia

  • acompanhamento regular

O desafio para o dermatologista geralmente é diferenciar o melanoma das pintas benignas (nevos melanocíticos). A dermatoscopia permite identificar padrões característicos do melanoma (rede pigmentar espessa e irregular) aumentando a precisão diagnóstica e evitam procedimentos desnecessários.

Quando há suspeita de melanoma, é urgente a indicação de biópsia excisional com remoção completa da lesão para análise histopatológica para confirmar o diagnóstico e avaliar:

  • espessura do tumor (índice de Breslow)

  • presença de ulceração

  • taxa mitótica

Esses fatores determinam o estadiamento e o planejamento do tratamento.

A biópsia incisional com remoção de pequena amostra da lesão deve ser evitada sempre que possível na lesão suspeita de melanoma pois pode não representar adequadamente toda a lesão, dificultar a avaliação precisa da espessura tumoral e interferir no diagnóstico e estadiamento. Pode ser considerada apenas em situações específicas, como lesões muito extensas ou em áreas anatômicas onde a remoção completa inicial não é viável.

Tratamento

O tratamento inicial do melanoma é cirúrgico.

Após a confirmação do diagnóstico de melanoma, o tratamento não termina na biópsia inicial, mesmo que a lesão tenha sido removida com margens livres. Na maioria dos casos, é necessário realizar uma ampliação das margens cirúrgicas, com retirada de uma área adicional de pele ao redor da cicatriz, de acordo com a espessura do tumor. Esse procedimento tem como objetivo reduzir o risco de recidiva local.

Além disso, dependendo das características do melanoma, pode ser indicada investigação complementar, que pode incluir avaliação de linfonodo sentinela e exames de imagem.

Por esse motivo, após o diagnóstico, o paciente é encaminhado para oncologia clínica e ciúrgica, permitindo uma abordagem multidisciplinar adequada.

Essa etapa é fundamental para definir o tratamento completo e garantir o melhor prognóstico possível.

O prognóstico do melanoma diagnosticado precocemente, enquanto confinado à pele, é muito bom com elevados índices de cura.

Pacientes com melanoma devem manter acompanhamento regular. O seguimento permite identificar novos melanomas precocemente, monitorar outras lesões pigmentadas e acompanhar a evolução clínica.

Como o Dr. Caio Formiga dermatologista trata melanoma

O melanoma exige diagnóstico precoce e tomada de decisão rápida.

O diferencial está na capacidade de identificar lesões suspeitas com precisão e agir de forma imediata.

A avaliação é feita com exame dermatológico completo do corpo inteiro e dermatoscopia de todas as lesões melanocíticas, permitindo reconhecer padrões sugestivos de melanoma mesmo em estágios iniciais.

Diante de suspeita, a conduta é objetiva: realizar a remoção completa da lesão o mais precocemente possível, frequentemente no mesmo dia.

Essa abordagem reduz o tempo entre o diagnóstico e o tratamento, fator crítico no melanoma.

Após a confirmação diagnóstica, o paciente é encaminhado para seguimento adequado, com integração entre dermatologia e oncologia.

O foco está na identificação precoce, intervenção rápida e condução adequada do caso, fatores determinantes para o prognóstico.

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