O que são
Proliferações benignas são lesões que crescem na pele ou abaixo dela e não têm potencial maligno. São extremamente comuns e, na maioria dos casos, não oferecem risco à saúde.
Isso não significa, porém, que toda lesão que parece benigna realmente é. Algumas lesões malignas se apresentam de forma semelhante a proliferações benignas, e o diagnóstico clínico correto, com dermatoscopia, é essencial antes de qualquer decisão terapêutica.
A remoção pode ser indicada por dois motivos principais: necessidade diagnóstica (quando há dúvida sobre a natureza da lesão) ou por incômodo clínico ou estético relevante para o paciente.
Principais proliferações benignas da pele
Ceratose seborreica
Lesão elevada, de superfície rugosa e aspecto "colado" à pele, com coloração que vai do bege ao marrom escuro. Muito comum em adultos e idosos. Não tem relação com exposição solar e não evolui para câncer. Pode ser removida quando causa irritação, sangramento por atrito ou quando gera dúvida diagnóstica.
Cisto epidérmico (sebáceo)
Nódulo dérmico firme, de crescimento lento, frequentemente com poro central visível. Tem conteúdo pastoso e odor característico quando rompe. Pode inflamar ou infeccionar. O tratamento é cirúrgico, com remoção da cápsula inteira para evitar recidiva.
Lipoma
Nódulo subcutâneo macio, móvel e indolor, formado por tecido adiposo. Cresce lentamente e raramente causa problema além do volume. Pode ser removido quando cresce de forma significativa, causa desconforto ou quando há dúvida diagnóstica com lesões mais profundas.
Dermatofibroma
Nódulo dérmico firme, frequente nas pernas, que afunda discretamente ao ser pinçado lateralmente. Costuma ser assintomático e não requer remoção na maioria dos casos. Pode ser removido quando sintomático ou duvidoso ao exame.
Acrocórdon (fibroma mole)
Pequenas lesões pediculadas, de coloração da pele ou levemente acastanhadas, muito frequentes em pescoço, axilas e virilhas. Benignas, mas podem causar irritação por atrito com roupas ou acessórios. A remoção é simples e rápida.
Nevo melanocítico benigno
A pinta comum. A grande maioria dos nevos é benigna e não requer remoção. A indicação de retirada existe quando há critérios dermatoscópicos de atipismo, localização de difícil monitoramento ou desejo do paciente após avaliação adequada.
Hiperplasia sebácea
Lesão amarelada, com umbilicação central, formada pelo aumento das glândulas sebáceas. Frequente na face de adultos mais velhos. Pode ser removida com laser CO₂ ou por excisão.
Milium
Pequenos cistos epidérmicos superficiais, brancos ou amarelados, frequentes na face. Removidos por abertura com agulha ou lanceta.
Verruga (HPV)
Proliferação viral causada pelo papilomavírus humano (HPV). Pode aparecer em diferentes formas: verruga vulgar, plantar, plana ou genital. O tratamento varia conforme o tipo, localização e extensão.
Quando remover
A decisão de remover uma proliferação benigna leva em conta quatro fatores principais.
O primeiro é a dúvida diagnóstica. Quando o exame clínico e a dermatoscopia não permitem excluir com segurança uma lesão maligna, a biópsia ou remoção completa é indicada, independentemente do aspecto aparentemente benigno.
O segundo é o incômodo físico. Lesões que sangram por atrito, inflamam com frequência, causam dor ou limitam alguma atividade têm indicação de remoção.
O terceiro é a tendência de crescimento. Lesões que crescem de forma progressiva merecem atenção e, em muitos casos, avaliação anatomopatológica.
O quarto é o impacto estético relevante para o paciente. Quando a lesão gera desconforto psicológico ou estético significativo, a remoção pode ser indicada após avaliação adequada da relação risco-benefício.
Como é feita a remoção
A técnica de remoção depende do tipo de lesão, sua localização, profundidade e extensão. As principais abordagens utilizadas são:
Curetagem: raspagem com cureta para lesões epidérmicas superficiais, como ceratoses seborreicas.
Excisão tangencial: remoção superficial com bisturi, com possibilidade de envio para análise anatomopatológica.
Exérese fusiforme: remoção com margens laterais e em profundidade, para lesões dérmicas como cistos e dermatofibromas, com síntese por sutura.
Laser CO₂: ablação precisa de lesões superficiais como hiperplasia sebácea, ceratoses seborreicas e verrugas.
Eletrocoagulação: destruição térmica complementar, usada em lesões superficiais e acrocórdons.
Na maioria dos casos, o procedimento é realizado em consultório, sob anestesia local, com retorno rápido às atividades do dia a dia.
Como o Dr. Caio Formiga avalia e trata
A avaliação começa pelo diagnóstico correto. Não existe indicação de remoção sem antes definir com clareza o que a lesão é e o que não é. A dermatoscopia é usada sistematicamente, pois permite diferenciar lesões benignas de malignas com muito mais precisão do que o exame a olho nu.
Quando a lesão é claramente benigna e o paciente deseja removê-la, o procedimento é planejado levando em conta o tipo de lesão, a localização e o resultado estético esperado. A técnica é escolhida para oferecer o melhor resultado com o menor impacto possível.
Quando há dúvida diagnóstica, a remoção com análise anatomopatológica é indicada sem hesitação. O resultado informa a conduta subsequente e garante segurança ao paciente.
O uso de lupa cirúrgica 5,5x permite maior controle técnico durante os procedimentos, com melhor definição dos limites da lesão e maior precisão na execução. Na maioria dos casos, o diagnóstico e o procedimento são realizados na mesma consulta, sem necessidade de retorno adicional.
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